Março Azul alerta para aumento de casos de câncer de intestino

Florianópolis (SC)

Durante o Março Azul, mês de conscientização sobre o câncer colorretal, a Secretaria de Estado da Saúde reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce da doença. Em Santa Catarina, estão previstos 3,4 mil novos casos em 2026, sendo 270 na capital, segundo o Instituto Nacional de Câncer.

O Estado conta com uma rede de assistência com 19 hospitais habilitados pelo Ministério da Saúde para atendimento em oncologia. Entre os serviços disponíveis estão consultas, exames, cirurgias, quimioterapia, radioterapia, imunoterapia e terapia hormonal.

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Em 2025, o Centro de Pesquisas Oncológicas registrou atendimento a 394 pacientes diagnosticados com câncer de cólon e reto. No Brasil, esse tipo de tumor ocupa a terceira posição entre os mais comuns, desconsiderando os de pele não melanoma.

O diretor-geral da unidade, Alvin Laemmel, destaca a importância da identificação precoce. “É fundamental estar atento a sinais como alteração no hábito intestinal, diarreia ou constipação persistente, dor abdominal, perda de peso, presença de sangue nas fezes e anemia sem causa aparente. Ao identificar esses sintomas, é importante procurar uma unidade de saúde e manter os exames em dia”, afirma.

De acordo com o coordenador do Serviço de Oncologia Clínica, Victor Hugo, fatores relacionados ao estilo de vida estão associados ao aumento dos casos. “Alimentação inadequada, consumo elevado de gorduras e carne vermelha, baixa ingestão de frutas e verduras, além da falta de atividade física, contribuem para o desenvolvimento da doença”, afirma.

O câncer colorretal pode não apresentar sintomas nos estágios iniciais, sendo identificado, em muitos casos, por meio de exames de rastreamento. A colonoscopia é o principal exame indicado, pois permite a visualização do intestino e a identificação de lesões.

A recomendação é que o rastreamento seja iniciado entre 45 e 50 anos. Pessoas com histórico familiar devem iniciar os exames mais cedo, conforme orientação médica.

A Secretaria reforça que a conscientização e o diagnóstico precoce são medidas fundamentais para reduzir a incidência e ampliar as chances de tratamento.

 


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